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Como Postos Bandeira Branca estão ganhando o consumidor?


Os postos independentes ou conhecidos também como, Bandeira Branca passaram a ocupar 41,1% do mercado nacional de combustíveis. Nos últimos dois anos o número de postos bandeira branca, saltou de 16. 171 para 17. 134 de acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

  • Postos legais.

A resolução ANP nº 41, de 2013, estabelece os requisitos que devem ser cumpridos por uma revenda varejista de combustíveis automotivos. De acordo com o Art. 22 da mesma, o revendedor é obrigado adquirir combustíveis de distribuidores autorizados pela ANP para continuar em atividade legal.

Porém, não possui definição de obrigatoriedade para o revendedor vincular a revenda a qualquer marca. Mas, deve identificar claramente junto as bombas de combustíveis a origem dos produtos.

Dessa forma, se os postos Bandeira Branca cumprirem o que se pede no artigo revendendo combustíveis de qualidade comprovada, poderão atuar em perfeita sintonia. Dentro da Lei.

  • Opção pela bandeira branca

A opção pela independência nem sempre é mil maravilhas, uma hora vem a faltar em alguns aspectos. Vamos listar alguns fatores que as grandes marcas proporcionariam aos seus revendedores;

- Campanhas publicitárias vinculadas a marca, que proporcionariam grande visibilidade.

- Ações de marketing, que favorecem diretamente as vendas.

- Estrutura das distribuidoras, oferecendo suportes na área da manutenção de equipamentos, planejamento de instalações, transporte dos combustíveis, entre outras vantagens.

- Lojas de conveniência, que em alguns casos mantem as marcas próprias.

Mas o grande benefício da independência é a compra dos combustíveis a preços mais baixos, possibilitando dessa forma aumentar a competitividade do estabelecimento. O estabelecimento passa a vender seus produtos a preços mais baixos e consequentemente aumentar o faturamento.

Sucesso para o proprietário e para o cliente!

  • Posto Bandeira Branca e sua história

Os postos Bandeira Branca tiveram início nos anos de 1990, com o governo Collor que desregulamentou todo o setor de combustíveis e abriu vaga para a competição de preços nas bombas e na distribuição.

Diante disso, empresas distribuidoras sem vínculo algum com a marcas tradicionais surgiram aos montes.

Critérios técnicos e econômicos não foram definidos e dessa forma grande parte das novas empresas passaram a trabalhar de maneira indisciplinada, adulterando combustíveis e sonegando impostos. Mas, da mesma forma foram conquistando grande parte do mercado, o que, obviamente, não agradou as marcas tradicionais.

A competição desigual afetou significativamente as empresas detentoras das marcas tradicionais, que atuavam de forma disciplinada e legal. Essas, tiveram perdas econômicas e financeiras.

Diante do fato, as empresas tradicionais contra-atacaram. Mas, a fama de baixa qualidade logo foi associada as empresas independente/ Bandeira Branca e seu sucesso durou pouco.

Contudo, o marco regulatório do setor de combustíveis foi definido pela Lei Federal nº 9.478, de 1997, e no mesmo ano pela criação da ANP. Iniciaram então, esforços para a volta da moralidade ao setor começando pela prevenção à adulteração de combustíveis.

Com o passar do tempo, a realidade dos postos independentes se transformou.

  • Propensão a Bandeira Branca

A propensão ao crescimento dos postos independentes ou Bandeira Branca, foram através das punições e limitações a irregularidades.

Os pequenos distribuidores que trabalhavam de forma ilegal tiveram sua capacidade de atuação bastante limitada. Diante disso, as empresas de marcas tradicionais recuperaram grande parte do mercado perdido. Porém, os danos causados no início dos anos 1990 a algumas grandes marcas, foram fatais.

De acordo com as novas regras, o mercado nacional de combustíveis foi se adequando.

Com isso, o aumento da participação das empresas nacionais e também de estabelecimentos independentes mais sólidos. As oportunidades relacionadas a novas aquisições de distribuidoras de atuação regionalizada e de escala reduzida se mantiveram e a tendência era favorável. A grande extensão territorial do Brasil e a demanda crescente aumentaram a perspectiva de atuação das empresas distribuidoras de combustíveis de menor porte.

  • Bandeira Branca, um risco ao consumidor?

Como já foi comentado mais a cima, os postos Bandeira Branca passaram a seguir algumas regras de um tempo para cá. Para seu funcionamento eficaz e sua permanência as medidas foram adotas.

Porém, descontruir a ligação de preço baixo a baixa qualidade que foi criada nos anos 90, não é nada fácil e leva tempo.

Afinal, alguns fatos recentes mostraram que os postos com bandeiras tradicionais/ grandes marcas também se relacionaram com a venda de combustíveis adulterados. O que, de fato, desconstrói por completo a ligação de baixa qualidade aos postos independentes.

Até porque, para os postos independentes se firmarem e conquistarem clientes, eles devem se esforçar e dessa forma, aumentar o rigor na seleção dos combustíveis que adquirem. Neste sentido, o consumidor vê benefício em adquirir o produto com preço baixo e boa qualidade.

Sendo assim, vender combustíveis adulterados compete exclusividade ao caráter do empresário.

  • Confiança do consumidor

A confiança do consumidor vem sendo adquirida ao longo do tempo, com todas as mudanças que foram empregadas ao setor.

Essas mudanças vieram para o melhoramento do seguimento e complemento do sucesso. Esse sucesso de tal tamanho que, muitos dos empresários que trabalhavam com bandeira migraram para a independência. Consequência também do grande número de exigências vinculadas nos últimos anos pelas distribuidoras de marca.

A mudança desses grandes empresários para a independência, agregou valor aos postos de Bandeira Branca. Pois os mesmos, mantiveram os critérios e clientes que desenvolveram e adquiriram ao longo do tempo. Esses empresários revendedores são conhecedores do mercado que atuam e continuaram a adquirir combustíveis de qualidade, que eles mesmos atestam e com preços mais baixos ainda.

Gradativamente, a confiabilidade dos postos Bandeira Branca foi sendo estabelecida. A confiança foi se estendendo para outros postos e assim, transformando o mercado de maneira muito significativa.

Também vale considerar e agregar que, a qualidade do combustível nacional de forma geral obteve melhorias nesse período.

  • Revendendo combustíveis de qualidade

Para revender combustíveis de qualidade, os empresários donos de postos Bandeira Branca ou independente recebem os combustíveis dos distribuidores e seguem algumas etapas para verificação e controle de qualidade. Aliás, que a Resolução ANP nº 9, de 2007, assegura.

Essas etapas vamos listar aqui, para melhor entendimento.

- Conferencia da nota fiscal

- Lacre do caminhão-tanque intacto, numeração coincidente com o especificado na Nota Fiscal.

- Observar se o produto está na marca que deveria estar.

- Observar o aspecto geral do combustível

- Drenar os 20 L. iniciais do combustível

- Realizar análise do combustível, para detecção de impurezas de acordo com a Resolução ANP nº 9.

Essas etapas devem ser seguidas e certificadas, pois elas que irão dizer se o produto sofreu adulteração ou não. O empresário só deverá receber o combustível se as entradas e saídas estiverem lacradas pelo distribuidor.

Realizadas essas etapas, se na análise for detectado algo irregular o revendedor deve recusar o produto e informar imediatamente a ANP do fato ocorrido.

O revendedor que não efetuar essas etapas, toma para si a responsabilidade e os riscos da revenda do produto da forma que foi recebido. Desta forma, se o combustível estiver irregular mesmo que vindo da distribuidora desta forma, o revendedor se responsabiliza por ela.

  • Transparência para o cliente

Como já listamos e explicamos, os postos Bandeira Branca também devem seguir regras, normas e leis da mesma forma que os de grandes marcas.

Assegurando o consumidor da qualidade do produto oferecido no estabelecimento, o cumprimento da ANP que determina possuir as informações claras da origem dos combustíveis direto nas bombas de distribuição, deve ser primordial.

Para melhor visibilidade para o cliente, de que o posto está nas normas, regras e leis, indicamos que haja transparência.

O encontro de informações deve sempre bater, não possuindo margem para o erro. O não cumprimento dessas exigências deve vir a acarretar diversos transtornos e consequentemente influenciar de maneira negativa os clientes em relação ao posto.

Vale ressaltar também a importância de deixar cartazes visíveis contendo o telefone da ANP e recomendações ao consumidor para entrar em contato com a agência caso possua dúvida ou alguma reclamação.

Cumprindo esses detalhes, o consumidor se sente mais seguro pela transparência do posto.

  • Atendimento

O atendimento sem dúvida é primordial. O atendimento fideliza cliente e atrai grande parte do público.

Quem não gosta de ser bem atendido? Acredito que todos amamos um atendimento diferenciado. Para isso, o investimento em treinamento, motivação da equipe e estruturação do posto é ponto chave.

Não deixando de lado, a apresentação visual do posto como porta de entrada. Ambiente limpo, instalações com melhor aspecto de apresentação, funcionários uniformizados, organização do estabelecimento e profissionalismo compõem nossa porta de entrada. Com isso, entra os produtos de qualidade e a diversidade de produtos que também é muito importante. Pois se não houver diversidade de produtos, o cliente é obrigado recorrer a outro posto.

Importante também citar que, oferecer formas diferenciadas de pagamento pode ser um atrativo. Programas de fidelidade, que já explica a função pelo nome.

Com esse artigo, demonstramos a evolução dos postos independentes ou também chamados por Bandeira Branca. Ao longo de duas décadas, as condições dos estabelecimentos foram de pouco confiáveis para confiáveis, vindo a ocupar grande parte do mercado de revenda combustíveis. Deixando claro que, esse é um modelo de negócio que merece ser observado com atenção e dedicação pelos revendedores de combustíveis.

Conteúdo com Licença Creative Commons - Atribuição - Não Comercial - Sem Derivações 4.0 Internacional (CC BY-NC-ND 4.0)

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